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Intercâmbio policial entre MS e Bolívia fortalece combate ao crime virtual

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Agentes bolivianos participam de curso intensivo em Campo Grande sobre softwares de investigação

 

 

Conhecer e compartilhar. Essas são as premissas da visita integrativa da FELCC (Força Especial de Combate ao Crime), da Polícia Nacional da Bolívia, à Polícia Científica de Mato Grosso do Sul. Até a próxima sexta-feira (4), os agentes têm acesso aos softwares utilizados no combate a crimes cibernéticos.

Segundo o perito criminal Emerson Lopes dos Reis, diretor do Instituto de Criminalística, o Estado tem ferramentas reconhecidas internacionalmente, mas a visita também permite a troca de conhecimentos, já que a polícia boliviana investe em capacitações em países como México, Argentina e Israel.

Diretor do Instituto de Criminalística de MS, perito criminal Emerson Lopes dos Reis (Foto: Paulo Francis)

“Eles estão fazendo visita técnica, um intercâmbio, no qual podemos trocar informações. Também aprendemos como eles trabalham, quais tecnologias utilizam e suas metodologias, que podem ser diferentes das nossas”, explicou Emerson.

O diretor destaca que, por serem países vizinhos, a criminalidade ultrapassa fronteiras e a integração entre as polícias é essencial. “O crime não para, a cada dia surge algo novo. A investigação policial só tem sucesso quando está na vanguarda dessas tecnologias e conhecimentos. Caso contrário, ficamos para trás”, ressaltou.

Há 12 anos na polícia boliviana, o tenente Carlos Vargas Lima avalia como positiva a cooperação entre Brasil e Bolívia, especialmente para antecipar a ação dos criminosos.

“A cooperação internacional é essencial, pois os crimes cibernéticos exigem que todas as forças policiais estejam interligadas. Muitas vezes, as investigações reagem ao crime, tentando alcançá-lo. No entanto, se fizermos uma análise adequada, podemos preveni-lo. Para isso, precisamos acompanhar os avanços tecnológicos, em vez de apenas responder aos delitos”, afirmou o boliviano.

Tenente Carlos Vargas Lima, da FELCC (Força Especial de Combate ao Crime) boliviana (Foto: Paulo Francis)

Entre os servidores responsáveis pelo treinamento está o perito Jefferson Lucena, do núcleo de computação forense. “Essa troca de experiências é fundamental, principalmente por se tratar de um país vizinho. Ao compartilhar o uso dos softwares que temos com os que eles utilizam, conseguimos uma maior efetividade no combate ao crime”, destacou.

Não é a primeira vez que essa parceria acontece. A Polícia Científica de MS já esteve na Bolívia, ministrando treinamentos para capacitação de policiais bolivianos em temas como vestígios forenses e cadeia de custódia.

Policiais da Força Especial de Combate ao Crime boliviana (usam verde) recebem instruções na Polícia Científica de MS (Foto: Paulo Francis).

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